Até o início do século XVII, pensava-se que para manter um corpo em movimento era necessário que actuasse uma força sobre ele. Essa ideia foi revista por Galileu, que afirmou: "Na ausência de uma força, um objecto continua a mover-se com movimento rectilíneo e com velocidade constante". Galileu chamou de Inércia a tendência que os corpos apresentam para resistirem à mudança do movimento em que se encontram. Alguns anos mais tarde, Newton com base nas ideias de Galileu, estabelece a primeira lei do movimento, também conhecida como Lei da Inércia: "Quando a resultante das forças que actuam sobre um corpo for nula, esse corpo permanecerá em repouso ou em movimento rectilíneo uniforme" Por outras palavras, isto quer dizer que, se qualquer coisa está em repouso, terá tendência a continuar em repouso, até que alguma força atue sobre esse corpo. Por outro lado, se estiver em movimento, terá também tendência a continuar o seu movimento, até que uma força atue sobre si. Quanto maior for a massa de um corpo, maior será a sua tendência para manter a sua velocidade. A esta propriedade chamamos inércia. A expressão "resultante das forças que actuam sobre um corpo for nula" é, para nós, sinónimo de equilíbrio. Esse equilíbrio pode manifestar-se de duas formas: Quando a força que atua sobre o corpo é nula (Fr=0) => A aceleração é zero => equilíbrio (pode ser estático ou dinâmico) O equilíbrio é estático => Repouso (velocidade zero) O equilíbrio é dinâmico => Movimento Rectilíneo Uniforme (MRU) (velocidade constante e diferente de zero) | |
| O princípio da inércia explica porque é que as pessoas se ferem em acidentes automobilísticos. Enquanto os carros diminuem a sua velocidade de forma brusca, devido à colisão, a tendência das pessoas é manterem-se em movimento. Daí resulta que os corpos são projectados contra o pára-brisas ou outras partes do carro. O uso do cinto de segurança tenta minimizar este efeito, fixando as pessoas ao veículo. Este princípio explica também porque é que somos projetados para trás, quando o automóvel arranca rapidamente. | |
sábado, 24 de março de 2012
Lei da Inércia
sexta-feira, 23 de março de 2012
Networking
Tomado erroneamente por alguns como forma de conhecer gente influente, o network, ou trabalho em rede é uma magnífica ferramenta para se conseguir viver em uma utópica sociedade trabalhista quase marxista. Está estranhando esta comparação? Então, eu estava certo: Você precisa rever seus conceitos, meu rapaz!
Para a maioria dos afoitos e interesseiros networkers, a troca de influências deve ser boa apenas para um lado (o deles, é claro). Então, o cara começa a colecionar telefones e emails do presidente da Fudobrás do Brasil, da Interfuders Incorporated, do primo da mulher do Presidente Lula... Nossa mãe! O cara é mesmo influente... Sabe o que este mané vai conseguir? Nada! Apenas migalhas, atiradas como esmolas a mendigos.
O verdadeiro networker é quase religioso (amai-vos uns aos outros), é meio comunista (dividindo a riqueza com seus iguais), é um andarilho (não tem medo de gente, se misturando mesmo à mais heterogenia platéia).
Existe uma lei universal, que rege o conceito do network: “Tudo que você der ao universo, voltará para você!”
Sabe aquela historinha de que todo mundo está a apenas sete pessoas de distância de qualquer outra? Este conceito é fantástico, por que é verdadeiro! O que às vezes não fica claro, é que estas tais sete pessoas podem ter qualquer qualidade financeira, cultural ou estética. Você talvez consiga chegar mais facilmente a uma reunião com o Bill Gates sendo amigo da empregada doméstica da secretária do homem, do que sendo amigo de outro poderoso presidente de empresa.
O network é uma ferramenta de compartilhamento de recursos e contatos. É muito mais a respeito ceder ajuda a seus queridos companheiros, do que esperar que eles o façam por você. A mágica é justamente esta! A ajuda que você tanto precisa, vai chegar até você, sem que você precise pedir. Isto acontecerá, pois você já terá plantado as sementes certas.
O network (esta ação de marketing pessoal através da qual cultivamos bons contatos profissionais, indicando-nos uns aos outros) já conseguiu grandes feitos (por bem e por mal), juntando provas irrefutáveis a seu favor!
A comunidade judaica ganhou força e influência no mundo moderno, graças ao forte e consistente network cultivado por esta grande nação. Da mesma forma, a admirável comunidade negra americana vem conseguindo um espaço histórico na sociedade americana. O mercado da moda, só cresceu graças ao imenso network que existe mesmo em suas esferas mais esquecidas pela mídia (as camareiras, os maquiadores, os modelos em início de carreira, trabalham em forte network para encontrarem onde está o trabalho!).
Antes de ser uma troca de contatos com profissionais do seu mesmo patamar, o network deve ser uma troca generosa com profissionais de competências e
esferas diferentes das suas. É exatamente como se fazia antigamente: Eu planto feijão e você arroz – Desta forma, temos muito a trocar.
Quer começar um bom network profissional? Comece respeitando seus concorrentes. Nunca fale mal deles, pois estes são seus maiores observadores (e admiradores). Depois, desça até a portaria do seu moderno prédio comercial, e convide o porteiro para tomar uma cervejinha! Quando chegar em casa, converse com seus filhos, sua esposa, seu marido. Pegue já o telefone e ligue para seu pior inimigo. Faça as pazes! Pague suas contas em dia, mesmo que precise vender aquele mercedão conversível na sua garagem e andar de ônibus... Ah! Já que toquei no assunto, ande um pouquinho de ônibus, pegue o metrô de vez em quando. Aceite conversas interessantes com pessoas que teimam em falar com você.
E como dizem os escoteiros : “Faça uma boa ação por dia, assinando com sua espada!” (Huuummm...Acho que este era o Zorro, não é? Sei lá...).
Gesto de Impacto
Seu jeito de cumprimentar as pessoas revela muito sobre você. Veja o que seu aperto de mão pode estar dizendo.
Por Ilana Berenholc.
Um dos poucos contatos físicos permitidos no mundo profissional é o aperto de mão. É a forma de cumprimento indicada no primeiro contato com clientes, fornecedores, colegas de trabalho, etc. Com esse pequeno gesto você pode conseguir saber muita coisa sobre a personalidade de seu interlocutor e, ao mesmo tempo, passa para ele informações sobre você.
Saber como dar o aperto de mão é muito importante para não transmitir uma imagem equivocada que pode colocar tudo a perder. Veja o que seu aperto de mão pode estar "dizendo":
o quebra-ossos: ser firme é diferente de ser forte. Ao contrário de transmitir autoconfiança, esse aperto de mão indica uma personalidade agressiva e dominante. Demonstra também que você está tentando intimidar seu interlocutor. Sem falar que vai machucá-lo.
o maria-mole: não tenha medo de segurar a mão de seu interlocutor com firmeza. Ao deixar a mão solta, você transmite falta de entusiasmo e energia.
o avarento: aquele que cumprimentar só com a ponta dos dedos passa a impressão de que é inseguro.
o sanduíche: ao fazer um sanduíche com a mão do interlocutor, você pode dar a idéia de que é condescendente ou, então, dominador.
o gangorra: ficar chacoalhando a mão do outro para cima e para baixo acaba transmitindo um entusiasmo excessivo, pouco natural.
Você deve estar se perguntando qual é, então, a melhor maneira de cumprimentar alguém. A resposta é simples: o aperto de mão deve ser firme e direto. Estenda sua mão direita, mantenha os dedos juntos e o polegar para cima. Deslize sua mão até que o ângulo formado por seu polegar e indicador encoste no ângulo da outra pessoa. Sua palma da mão encosta na palma da mão do outro. Segure firme, faça dois movimentos e depois solte. Ao mesmo tempo, olhe nos olhos da pessoa e sorria. Vale lembrar também que no meio profissional, qualquer pessoa pode iniciar o aperto de mão, seja mulher ou homem. No entanto, a pessoa que oferece a mão primeiro é vista como mais confiante e segura.
Fonte: Revista Você SA, janeiro de 2004
NAS NOVAS ENTREVISTAS DE EMPREGO, OS SEUS NERVOS É QUE VALEM
Lembra-se de quando empresas como Microsoft e McKinsey se divertiam submetendo seus candidatos a empregos a sessões de estratégia extenuantes? Se você acha que aquilo era duro, imagine uma entrevista em que nenhum volume de pesquisa ou informação de pessoas de dentro da empresa pode ajudar. Imagine, aliás, que tudo que você pode fazer é engolir um café da manhã saudável, vestir seu terno mais bonito e torcer pelo melhor. Na nova entrevista, eles não testam apenas o que você sabe. Testam também quem você é.
A coisa chama-se entrevista situacional e está se tornando rapidamente um must no mundo da busca de emprego. Na cultura de cautela pós-Enron, corporações estão considerando uma percepção óbvia: que um currículo brilhante e uma personalidade vencedora são quase tão precisos na determinação de um desempenho profissional quanto analistas de Wall Street na escolha de ações. Agora, com o acompanhamento atento de acionistas, a queda nas contratações e os cortes de despesas, nenhum administrador pode se dar ao luxo de contratar a pessoa errada. Companhias desde a J. P. Morgan Chase à General Electric - e centenas de outras - estão adotando os novos métodos. E isso não deve surpreender. Enquanto a entrevista convencional foi considerada apenas 7% precisa na previsão do desempenho profissional, a entrevista situacional alcançou uma classificação de 54% - a mais bem classificada entre todas as ferramentas de entrevista.
A superioridade da técnica situacional resulta de sua capacidade de enredar o mais esperto dos entrevistados. Evidentemente, cada candidato deve exibir uma dose saudável de conhecimento profissional, mas comportamento e firmeza de caráter desempenham um grande papel - e isso não pode ser facilmente burlado neste cenário de aula de dramaturgia no escritório. Por exemplo, um candidato a analista de um banco de Wall Street poderia ter de enfrentar, por exemplo, um cliente com uma discrepância contábil. A coisa não acontece no papel, mas em tempo real - com administradores e especialistas observando de perto. O entrevistador, ou algum assessor de treinamento em recursos humanos de fora da empresa, desempenha o papel de cliente irado ao telefone, zangado pelo dinheiro que perdeu quando uma transação não foi realizada em tempo. A coisa é montada como um erro óbvio da parte do banqueiro.
Os entrevistadores observam as reações dos candidatos: como eles processam a complexa informação contábil, sua habilidade para acalmar o cliente, o que sua linguagem corporal revela sobre suas próprias deficiências e que palavras eles escolhem. "São recriações muito vivas. Não há tempo para encenar um ato", diz Ron Garonzik, que chefia a prática de serviços de avaliação da firma de consultoria de recursos humanos Hay Group. Nesse exemplo, não ser honesto sobre o erro ou manifestar raiva ou frustração - por mais que seu currículo possa ser brilhante - significa que você está fora.
Entrevistas comportamentais também estão sendo buriladas para outras ferramentas que, até recentemente, estavam reservadas a contratações de elite. O sistema de teste de personalidade Caliper, por exemplo, que examina candidatos pela sua capacidade de inteligência emocional e aptidão para o emprego, viu seus negócios aumentarem 20% neste ano. Segundo o presidente e CEO Herb Greenberg, FedEx, Wal-Mart e BASF começaram a usar testes de personalidade para candidatos de alto a baixo da hierarquia, diz Greenberg.
Isso não é barato: um simples teste Caliper de duas horas com analise custa US$ 245. Uma entrevista situacional terceirizada sobe para US$ 500 cada. As pesquisas de antecedentes, que aumentaram dramaticamente no ano passado, também são um elemento crucial na seleção de candidatos. Usar tudo isso acresce centenas de dólares ao custo da contratação - mas pode poupar milhões evitando uma escolha errada.
Evidentemente, a nova entrevista tem seus inconvenientes. As companhias correm o risco de hostilizar candidatos que podem sentir que alguma linha de seu território pessoal foi invadida. Além disso, algumas empresas se preocupam com a lisura dos testes de personalidade. "Você precisa ter certeza de que não há vieses de gênero e raciais inerentes
no teste", diz um executivo de um grande banco de investimentos de Nova York que recentemente ampliou o uso do desempenho direcionado de papéis.
Aumentos reles. Bônus sumindo.Custos de saúde inflando. Some-se a isso outra coisa para os candidatos a emprego se preocuparem - suas personalidades sem treinamento prévio.
O Currículo
Deve conter de forma concisa e objetiva seu histórico pessoal, escolar e profissional. O currículo funciona como um cartão de visitas. Devem-se valorizar todas as qualidades e habilidades que possam fazer a diferença. Escreva no máximo duas páginas. Evite usar fontes mirabolantes e cores muito chamativas.
Como é
• As informações devem estar em ordem cronológica – das mais recentes para as mais velhas – e em ordem de importância – do mais importante para o menos importante.
• Avalie e coloque na frente o que for mais relevante: sua formação ou sua experiência profissional. Estudos no exterior ou trabalhos, mesmo que informais, contam pontos a seu favor.
Não se esqueça das seguintes informações
• Dados pessoais: nome, idade, telefones e e-mails para contato. Evite: fotos, número de documentos, filiação.
• Área de interesse: indique a área na qual você deseja estagiar ou ser trainee. Evite: dados vagos ou abrangentes. Mantenha o foco no cargo que você quer.
• Formação: nome da universidade, curso, período que está cursando e previsão de conclusão. Coloque também o nome da escola onde cursou o ensino médio e o ano de conclusão. Evite: colocar a escola onde fez o primeiro grau, a não ser que tenha estudado no exterior nessa época.
• Cursos extracurriculares: cursos feitos no exterior, cursos específicos de sua área, cursos de idiomas (especifique o grau de domínio), nível de conhecimento em informática. Se você obteve algum certificado nesses cursos, inclua-os. Evite: relacionar cursos que não têm relação com a área do cargo desejado.
• Experiência profissional: Descreva qualquer experiência de trabalho (mesmo que não tenha sido um emprego). Lembre-se de que, numa seleção, para estagiário ou trainee, no qual muitos candidatos nunca trabalharam, qualquer experiência conta pontos a seu favor.
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